Perda auditiva: como encontrar o profissional certo para cuidar da sua audição

Saiba quando procurar um fonoaudiólogo ou otorrinolaringologista, quais sinais de perda auditiva não ignorar e como a Modest Med facilita esse encontro.

Resposta rápida: Sinais como dificuldade para entender conversas, zumbido frequente ou necessidade de aumentar o volume da TV indicam que é hora de procurar um fonoaudiólogo ou otorrinolaringologista. Na Modest Med, você encontra esses profissionais de forma simples, podendo agendar uma avaliação auditiva sem complicação.

Publicado em 20/08/2026 · Blog oficial da Modest Med

Fonoaudióloga examinando o ouvido de um paciente adulto em consultório clínico
Fonoaudióloga examinando o ouvido de um paciente adulto em consultório clínico

A audição é um dos sentidos mais ligados à nossa qualidade de vida — e um dos mais silenciosamente ameaçados. A perda auditiva costuma se instalar de forma gradual, quase imperceptível: um dia você percebe que pede para as pessoas repetirem com mais frequência, que o volume da televisão subiu sem que você notasse, ou que conversas em ambientes barulhentos viraram um esforço real. Muitas pessoas convivem com esses sinais por anos antes de buscar ajuda.

No Brasil, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 1,5 bilhão de pessoas no mundo vivem com algum grau de perda auditiva — e grande parte delas poderia se beneficiar de diagnóstico e tratamento precoces. Este artigo explica quais sinais merecem atenção, quem são os profissionais certos para cuidar da sua audição e como a Modest Med pode ser o ponto de partida para esse cuidado.

O que é

O que é perda auditiva e por que ela é subestimada

A perda auditiva (também chamada de hipoacusia) é a redução parcial ou total da capacidade de ouvir em um ou ambos os ouvidos. Ela pode ser classificada em três tipos principais:

  • Condutiva: causada por problemas no ouvido externo ou médio (como rolha de cera, otite ou perfuração do tímpano), geralmente tratável.
  • Neurossensorial: resulta de danos às células ciliadas do ouvido interno ou ao nervo auditivo. É o tipo mais comum em adultos e idosos, e costuma ser permanente, mas manejável.
  • Mista: combinação dos dois tipos acima.

O que torna a perda auditiva especialmente traiçoeira é seu caráter progressivo e indolor. Diferente de uma dor de dente ou de uma febre, ela não "grita" para ser atendida. O cérebro compensa por algum tempo, e a pessoa vai se adaptando — até que a comunicação começa a falhar de forma perceptível para quem está ao redor, muitas vezes antes de o próprio paciente reconhecer o problema.

Além do impacto direto na comunicação, estudos publicados no The Lancet e na JAMA associam perda auditiva não tratada a isolamento social, depressão e declínio cognitivo acelerado em adultos mais velhos. Cuidar da audição, portanto, vai muito além de "ouvir melhor".

Sintomas

Sinais de que sua audição merece atenção

Fique atento a estes sinais — quanto mais cedo identificados, melhor o resultado do tratamento:

  • Dificuldade em entender conversas em ambientes com ruído de fundo (restaurantes, reuniões, festas)
  • Pedir para repetir com frequência, especialmente ao telefone
  • Aumentar o volume da televisão ou do rádio além do habitual
  • Zumbido nos ouvidos (tinnitus) — um som persistente de apito, chiado ou ronco sem fonte externa
  • Sensação de ouvido tapado ou de pressão no ouvido
  • Dificuldade em localizar de onde vem um som
  • Cansaço excessivo após conversas longas (o esforço para entender drena energia)
  • Perda auditiva súbita em um ouvido — este é um sinal de emergência que exige atendimento imediato

Em crianças, fique atento a: não reagir ao próprio nome, atraso na fala, dificuldade escolar sem outra explicação aparente ou falar muito alto.

Causas

Causas mais comuns de perda auditiva

A perda auditiva tem origens variadas, e identificar a causa é o primeiro passo para o tratamento adequado:

  • Envelhecimento (presbiacusia): o desgaste natural das células do ouvido interno ao longo dos anos é a causa mais frequente em adultos acima de 60 anos.
  • Exposição a ruídos intensos: shows, fones de ouvido em volume alto, ambientes industriais — o ruído excessivo e prolongado danifica permanentemente as células ciliadas.
  • Infecções de ouvido (otites): especialmente recorrentes na infância; podem causar perda condutiva temporária ou permanente se não tratadas.
  • Acúmulo de cera (cerume): causa comum e facilmente resolvível de perda auditiva temporária.
  • Medicamentos ototóxicos: alguns antibióticos (aminoglicosídeos), quimioterápicos e anti-inflamatórios em doses elevadas podem lesar o ouvido interno.
  • Doenças sistêmicas: diabetes, hipertensão e doenças autoimunes podem afetar a circulação e, consequentemente, a audição.
  • Causas genéticas: parte das perdas auditivas congênitas tem origem hereditária.
  • Traumatismos cranianos: acidentes que afetam a região temporal podem comprometer o sistema auditivo.

Diagnóstico

Como é feita a avaliação auditiva

O diagnóstico da perda auditiva envolve dois profissionais que atuam de forma complementar:

Otorrinolaringologista (otorrino)

O médico especialista em ouvido, nariz e garganta é o responsável por investigar as causas clínicas e anatômicas da perda auditiva. Ele realiza a otoscopia (exame visual do canal auditivo e tímpano), solicita exames de imagem quando necessário e indica tratamentos médicos ou cirúrgicos.

Fonoaudiólogo

O fonoaudiólogo especializado em audiologia conduz os exames funcionais da audição:

  • Audiometria tonal: mede o limiar auditivo (o som mais fraco que a pessoa consegue ouvir) em diferentes frequências. É o exame central do diagnóstico.
  • Imitanciometria: avalia o funcionamento do ouvido médio e do tímpano.
  • Logoaudiometria: testa a capacidade de compreender a fala.
  • Emissões otoacústicas: avalia as células ciliadas do ouvido interno; muito usada em triagens neonatais.

Com base nos resultados, o fonoaudiólogo também conduz a reabilitação auditiva — incluindo a adaptação de aparelhos auditivos (AASI) e terapias de processamento auditivo.

Na Modest Med, você encontra fonoaudiólogos especializados em audiologia prontos para realizar sua avaliação e indicar o melhor caminho.

Tratamentos

Tratamentos disponíveis para perda auditiva

O tratamento depende do tipo, grau e causa da perda auditiva. As principais abordagens incluem:

Tratamentos médicos e cirúrgicos

  • Remoção de cerume: procedimento simples realizado pelo otorrino, que pode restaurar a audição imediatamente.
  • Tratamento de otites: antibióticos, anti-inflamatórios ou drenagem cirúrgica conforme indicação.
  • Cirurgia de tímpano (timpanoplastia): para casos de perfuração timpânica.
  • Implante coclear: indicado para perdas auditivas profundas bilaterais em que o aparelho auditivo convencional não é suficiente.

Reabilitação auditiva

  • Aparelhos auditivos (AASI — Aparelho de Amplificação Sonora Individual): dispositivos que amplificam sons e são adaptados individualmente pelo fonoaudiólogo. Existem modelos retroauriculares, intracanais e de condução óssea.
  • Terapia fonoaudiológica: trabalha habilidades auditivas, leitura labial e estratégias de comunicação.
  • Reabilitação do tinnitus: técnicas como a Terapia de Reabilitação do Tinnitus (TRT) e terapia cognitivo-comportamental ajudam no manejo do zumbido.

Prevenção como parte do cuidado

Proteger a audição é tão importante quanto tratá-la. Uso de protetores auriculares em ambientes ruidosos, controle do volume dos fones de ouvido (regra dos 60/60: máximo 60% do volume por no máximo 60 minutos seguidos) e exames periódicos fazem parte de um cuidado auditivo completo.

Se você identificou algum dos sinais descritos neste artigo, o próximo passo é agendar uma avaliação. Na Modest Med, você pode encontrar otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos qualificados na sua região, com praticidade e segurança.

Quando procurar ajuda

Quando procurar ajuda — e quando é urgente

Procure um fonoaudiólogo ou otorrinolaringologista se:

  • Você percebe dificuldade crescente para entender conversas
  • Há zumbido persistente em um ou ambos os ouvidos
  • Pessoas ao seu redor comentam que você está "ouvindo mal"
  • Seu filho apresenta atraso na fala ou não reage a sons

Procure atendimento de urgência (nas próximas 24–72 horas) se:

  • Houve perda auditiva súbita em um ouvido — essa condição, chamada de surdez súbita, tem janela de tratamento estreita e pode ser revertida se tratada rapidamente.
  • Há dor intensa, febre e secreção no ouvido — sinais de otite que pode evoluir para complicações.
  • Ocorreu trauma na cabeça seguido de diminuição da audição.

Não espere o problema "passar sozinho". A audição não se recupera espontaneamente na maioria dos casos — mas com o profissional certo e no momento certo, o prognóstico melhora muito. Encontre um especialista na Modest Med e dê o primeiro passo hoje.

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre fonoaudiólogo e otorrinolaringologista para tratar a audição?

O otorrinolaringologista é o médico que investiga e trata as causas clínicas e cirúrgicas da perda auditiva (infecções, malformações, indicação de cirurgia). O fonoaudiólogo realiza os exames funcionais da audição (audiometria, imitanciometria) e conduz a reabilitação auditiva, incluindo adaptação de aparelhos. Os dois profissionais atuam de forma complementar e, em muitos casos, o ideal é consultar ambos.

Perda auditiva tem cura?

Depende do tipo. Perdas condutivas (causadas por cera, otite ou perfuração do tímpano) frequentemente são reversíveis com tratamento. Perdas neurossensoriais — as mais comuns em adultos — geralmente são permanentes, mas podem ser muito bem manejadas com aparelhos auditivos, implante coclear ou reabilitação fonoaudiológica, permitindo uma vida com comunicação plena.

A partir de que idade devo fazer exames de audição?

Todo recém-nascido deve passar pela Triagem Auditiva Neonatal (o 'teste da orelhinha'), obrigatória no Brasil. Crianças em idade escolar devem ser avaliadas se houver suspeita de dificuldade auditiva. Adultos expostos a ruídos ou acima de 50 anos devem fazer audiometria periódica, mesmo sem sintomas. Qualquer pessoa com sintomas deve buscar avaliação independentemente da idade.

Usar fone de ouvido em volume alto causa perda auditiva?

Sim. A exposição prolongada a sons acima de 85 decibéis danifica permanentemente as células ciliadas do ouvido interno. Fones de ouvido em volume máximo podem ultrapassar 100 dB. A recomendação é seguir a regra dos 60/60: não mais que 60% do volume máximo por no máximo 60 minutos seguidos, com pausas.

O que é zumbido no ouvido e como tratar?

O zumbido (tinnitus) é a percepção de sons — chiado, apito, ronco — sem fonte sonora externa. Pode ter diversas causas: exposição a ruído, perda auditiva, estresse, hipertensão ou uso de medicamentos. O tratamento varia conforme a causa e pode incluir terapia de reabilitação do tinnitus (TRT), uso de geradores de som, terapia cognitivo-comportamental e, quando possível, tratamento da causa subjacente.

Como funciona o aparelho auditivo e quem pode usar?

O aparelho auditivo (AASI) é um dispositivo eletrônico que capta, processa e amplifica os sons de forma personalizada. É indicado para diferentes graus de perda auditiva — de leve a profunda — e adaptado individualmente pelo fonoaudiólogo após avaliação audiológica. Modelos modernos são discretos, conectam-se via Bluetooth e se ajustam automaticamente ao ambiente.

Surdez súbita é emergência médica?

Sim. A perda auditiva súbita — queda brusca da audição em horas ou dias, geralmente em um ouvido — é considerada emergência otológica. Tem janela de tratamento de até 2 semanas para melhores resultados. Se isso acontecer, procure um otorrinolaringologista ou pronto-socorro com urgência, sem esperar.

Referências

A perda auditiva afeta milhões de brasileiros e muitas vezes é negligenciada por anos antes do diagnóstico. Os principais profissionais que cuidam da audição são o fonoaudiólogo e o otorrinolaringologista, com papéis complementares: o otorrino investiga causas clínicas e cirúrgicas, enquanto o fonoaudiólogo realiza a avaliação audiológica e a reabilitação. Sinais de alerta incluem dificuldade em conversas com ruído de fundo, zumbido (tinnitus), sensação de ouvido tapado e necessidade constante de pedir para repetir. O diagnóstico precoce melhora significativamente o prognóstico e a qualidade de vida. A Modest Med conecta pacientes a fonoaudiólogos e otorrinolaringologistas qualificados no Brasil, facilitando o acesso ao cuidado auditivo.

Revisão editorial Modest Med

Conteúdo elaborado pela equipe editorial da Modest Med com base em fontes oficiais de saúde. Última revisão em 20/08/2026. Este conteúdo é informativo e educativo e não substitui o diagnóstico, o tratamento ou o acompanhamento de um profissional de saúde. Como produzimos nosso conteúdo.

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